Al Khatt
Blog dedicado a pesquisa sobre escrita Islâmica, relacionado a exposição "Islã". O resultado aqui pesquisado é um trabalho de Pós Graduação em Design Digital - SENAC DF
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Resultado do Projeto
Usamos textos e letras vetorizados para criar tanto a textura quanto a ilustração e seguimos o padrão de cor resultante da eliminação das cores iniciais (capturadas das fotos do painel semântico) até chegar a uma palheta de apenas 5 cores. Estas são as 5 cartas resultantes do desenvolvimento do painel semântico sobre caligrafia islâmica.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Pesquisa Painel Semântico
quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A origem da tipografia e da escrita árabe
De acordo com historiadores e estudos contemporâneos, a escrita árabe é um ramo das escritas semitas, nas quais as consoantes estão representadas. A escrita árabe desenvolveu-se comparativamente num breve espaço de tempo. O árabe tornou-se um alfabeto muito usado e hoje é o segundo em uso, perdendo somente para o alfabeto romano.
Os árabes eram um povo basicamente nômade. Antes do surgimento do Islã, viviam uma vida dura, mas tinham uma cultura rica que se expressava na escrita e na poesia. Muito antes de se tornarem uma nação islâmica, os árabes reconheciam o poder e a beleza das palavras. A poesia, por exemplo, era parte essencial da vida cotidiana e as habilidades linguísticas eram exibidas na literatura e na caligrafia. Os primeiros árabes nutriram um grande apreço pela palavra falada, e mas tarde pela sua forma escrita e pela sua caligrafia.
A escrita árabe deriva da nabatéia, que, por sua vez, vem da aramaica. Os nabateus eram árabes semi-nómadas que viviam numa área que se estendia desde o Sinai e norte da Arábia, até o sul da Síria. O seu império incluía as cidades de Hijr, Petra e Busra. Embora o império tenha acabado em 105 d.C., sua língua e escrita tiveram profundo impacto sobre o desenvolvimento do alfabeto arábico.
Arqueólogos e estudiosos analisaram e estudaram inscrições nabatéias, que representam um estágio de transição mais avançada para o desenvolvimento de caracteres arábicos, como o namarah, do famoso poeta pré-islâmico Imru´al Qays, que data de 328 d.C. Uma outra inscrição, datando do século VI, confirma a derivação da escrita arábica do nabateu e assinala o nascimento de formas escritas arábicas distintas.
Na década de 650 d.C., foram consignadas, por escrito, as primeiras versões completas do Alcorão, numa forma denominada Jazm, que revela uma influência nabatéia. Esta, por sua vez, influenciou, o desenvolvimento da escrita cúfico, de traço vigoroso e angular, que durante séculos se tornou o meio mais popular de recordar o Alcorão sagrado. Simultaneamente, desenvolveram-se outras escritas cursivas com fins burocráticos e privados e, em meados do século X, já estavam fixadas as seis escritas clássicas da caligrafia islâmica: Thuluth, Naskh, Muhaqqah, Raihani, Tawqi e Riqa.
A escrita do norte árabe foi a primeira a ser introduzida e estabelecida na parte nordeste da Arábia. Durante o século V, as tribos nômades árabes, que viviam nas áreas de Hirah e Anbar, usaram esta escrita. Na primeira parte do século VI, a escrita dessa região alcançou Hijaz, na Arábia oriental. Acredita-se que Bishr ibn Abd al-Malik tenha introduzido e popularizado o uso deste alfabeto na tribo coraixita do profeta Muhammad, e que foi adaptado com entusiasmo por outras tribos das cidades vizinhas.
O Jazm é o alfabeto árabe mais antigo de que se tem referência. Acredita-se que era uma forma mais avançada do alfabeto nabateu. As letras rígidas, angulares e bem proporcionadas do alfabeto jazm iriam influenciar mais tarde o famoso alfabeto kufi.
Nesta mesma época o papel foi introduzido ou melhor no ano 751 d.C., vindo da China para Samarcanda. Este foi o marco decisivo na arte da escrita e desempenhou um papel importantíssimo nas inúmeras invenções e que reformariam a caligrafia árabe. Este novo meio de comunicação escrita teve um impacto decisivo sobre todos os aspectos da civilização islâmica.
O papel era feito de algodão e, algumas vezes, de seda ou de outras fibras, mas não de madeira. Ele era polido com uma pedra lisa, como a ágata ou o jade antes que o calígrafo começasse a escrever. Linhas de orientação quase invisíveis eram traçadas com uma ponta e as letras ficavam sobre essas linhas.Os instrumentos típicos do ofício para a escrita incluíam penas de junco e pincéis, tesouras, uma faca para cortar as penas, um tinteiro e um apontador. A pena de junco, segundo Safadi, era a preferida pelos calígrafos islâmicos. Esta pena, chamada de cálamo, ainda é um instrumento importantíssimo para o verdadeiro calígrafo.
Os juncos mais procurados eram oriundos das terras costeiras do Golfo Pérsico. Os calamos eram objetos valiosos e foram comercializados por todo o mundo muçulmano.
Uma escrita versátil precisava de diferentes calamos, a fim de alcançar os diferentes graus de delicadeza. Moldar um junco exigia do escriba habilidades excepcionais. Além disso, tinham um conhecimento preciso de como identificar a melhor vareta que fosse adequada para ser uma boa pena, como aparar as pontas e como cortar as varetas exatamente no centro, de modo que o corte tivesse metades iguais.
Uma boa pena era cuidadosamente guardada e, algumas vezes, passava de uma geração a outra. Outras vezes, ela era enterrada com o calígrafo quando ele morria.
Eram usadas tintas de muitas cores, incluindo o preto, o castanho, o amarelo, o vermelho, o azul, o branco, a prata e o ouro. O preto e o castanho eram as cores mais freqüentes e usadas, porque a sua intensidade e consistência podiam variar constantemente. Muitos calígrafos davam instruções de como preparar a tinta, mas muitos guardavam em segredo as suas receitas. A tinta feita pelos persas, hindus e turcos conservavam a sua frescura por um tempo considerável. A preparação da tinta levava muitos dias e envolvia complicados processos químicos. Por causa de seu poder de preservar o conhecimento e transmiti-la a todas as partes do mundo, a tinta era comparada com a água e o calígrafo como uma pena nas mãos de Deus.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Pesquiando na Internet descobri que existem seis principais estilos ortográficos são eles: Deewani, Kufi, Naskh, Riqa, Taliq e Thuluth.
Por isso, usaram a caligrafia como expressão religiosa e, no decorrer do tempo, a escrita tornou-se uma arte muito respeitada.
A caligrafia árabe foi considerada, para o Islã, como uma arte estética de grande importância, pois reflete o espírito da civilização árabe-islâmica. Ao formar os caracteres da escrita à sua maneira, com muito gosto e finura, a caligrafia provou que as letras podiam se transformar em um instrumento dócil capaz de fazer resplandecer a beleza e extrema delicadeza dos caracteres árabes. Em pouco tempo a caligrafia árabe progrediu e se tornou um meio de ornamentação.
"Os caracteres árabes, fazem parte integrante de duas artes importantes de que se orgulha a civilização árabo-islâmica: o arabesco e a arte de formar as letras". É, portanto uma simbiose de múltiplos elementos. Isto, naturalmente, contribui para fazer sobressair o seu esplendor estético.
Para atingir o ideal, o calígrafo inspirou-se na arquitetura árabe, nos valores espirituais do Islã e nas formas abstratas que são muito apreciadas no mundo islâmico. Estas formas, no entanto, são os símbolos de uma espiritualidade avançados e de um sentido da estética refinados.
Os caracteres árabes são de uma maleabilidade incomparável. Podem ser talhados de diferentes maneiras para tomar, finalmente, a forma de um monumento, de uma flor, de um vaso, de um pássaro, de um qualquer animal. Isto lhe confere, praticamente, uma riqueza ornamental ilimitada. Assim, o "Thoulth" reflete o brotar da alma e arrojar-se em direção ao infinito. O "Nouskh" distingue-se pela sua elegância e a sua provocação do sentimento estético, enquanto que o "Koufi" significa estabilidade e constância. Os especialistas concordam em dizer que os caracteres são tão delicados e tão maleáveis que podem, de fato, tomar toda a espécie de formas geométricas e artísticas.
Estilo thuluth
Foi a primeira escrita formulada no século VII, durante o califado omíada, mas só se desenvolveu completamente no final do século IX. Embora muito raramente tenha sido usada para escrever o Alcorão, a escrita thuluth gozou de enorme popularidade como uma escrita ornamental e foi muito usada para as inscrições caligráficas, títulos, cabeçalhos, etc. É ainda a mais importante de todas as escritas ornamentais.
Ela se caracteriza pelas letras curvas, apresentando pequenos traços, como farpas, na parte de cima das letras. As letras são ligadas e algumas vezes entrecortadas, produzindo, assim, uma fluência cursiva de grandes e complexas proporções. A escrita thuluth é conhecida por seus traços elaborados e por sua incrível plasticidade.
Estilo riq'ai
A escrita riqa, também chamada de ruq´ah, evoluiu das escritas naskh e thuluth. Ainda que tenha uma afinidade maior com a escrita thuluth, a escrita riqâ??ah tomou uma direção diferente, ficando mais simplificada. As formas geométricas das letras são semelhantes às da thuluth, porém menores e com mais curvas. Ela é arredondada e estruturada de uma forma mais densa, com pequenos traços horizontais.
A escrita riq´ah foi uma das favoritas dos calígrafos otomanos e sofreu muitas modificações nas mãos do shaikh Hamdullah al-Amasi. Mais tarde, ela foi revista por outros calígrafos até transformar-se na escrita mais popular e a mais amplamente usada. Hoje, a escrita riqâ?? ah é a preferida para a caligrafia no mundo árabe.
Estilo taliq
Acredita-se que foi uma escrita desenvolvida pelos persas, de uma antiga e pouco conhecida escrita árabe, chamada firamuz. A escrita taliq, também chamada de farsi, é uma escrita cursiva modesta, aparentemente em uso desde o início do século IX.
Atualmente, ela goza de aceitação entre os árabes e é o estilo caligráfico entre os muçulmanos persas, hindus e turcos.
Estilo Diwani
O estilo Diwani, muito utilizado pela Chancelaria Otomana, é caracterizado por estas bonitas curvas. Concília à maravilha a liberdade de criação e o rigor na escrita.
Permite representar de maneira subtil qualquer imagem utilizando unicamente as letras árabes um de um nome, uma palavra, um provérbio ou mesmo um poema.
Encontrará neste sítio numerosos personagens, animais... olhando de mais perto, vocês realizará que são muitas letras que subentendem os traços.
Estilo kufi
A escrita kufi (cúfica) foi a escrita sagrada dominante nos primórdios do Islam. Ela foi criada nas cidades de Basra e Kufa, no Iraque, na segunda década da era islâmica (século VIII). Tinha medidas proporcionais específicas, juntamente com uma angulosidade e linhas quadradas bem pronunciadas. Essa escrita exerceu um profundo efeito em toda a caligrafia islâmica.
Em contraste com as linhas verticais, a escrita kufi tem linhas horizontais que são prolongadas. É uma escrita consideravelmente mais larga do que alta. Ela foi escolhida para ser usada em superfícies oblongas. Com sua construção geométrica, a escrita kufi podia ser adaptada em qualquer espaço e material, desde os pequenos quadrados de seda até os monumentos arquitetônicos. Como a escrita kufi não se sujeitava a regras rígidas, os calígrafos a empregaram sem qualquer esquema de concepção ou execução para as suas formas ornamentais.
A escrita assumiu diversas formas, ora com um fundo floral, com desenhos geométricos, ou formas geométricas interligadas, inclusive círculos, quadrados e triângulos - formando palavras, etc. Essas versões foram aplicadas a superfícies de objetos arquitetônicos, incluindo superfície de estuque, madeira,metal, vidro, mármore, têxteis, etc.
Estilo naskh
Foi uma das primeiras a evoluir. Ganhou popularidade depois de ser redesenhada pelo famoso calígrafo Ibn Muqlah, no século X.
O seu sistema abrangente de proporção deu à escrita naskh um estilo bem característico. Mais tarde, ela foi reformulada por Ibn al-Bawaab e outros, que a transformaram numa escrita digna do Alcorão - muitos exemplares do Alcorão foram escritos em naskh, mais do que qualquer outro tipo de escrita.
Tendo em vista que é relativamente fácil de ler e de escrever, a escrita naskh teve grande aceitação por parte da população em geral. A escrita naskh é normalmente feita com traços pequenos horizontais e as curvas são cheias e profundas, os traços retos e verticais e as palavras geralmente bem espaçadas. Atualmente, a naskh é considerada a escrita máxima para quase todos os muçulmanos e árabes em todo o mundo.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Primeiras impressões









